Essa é a verdadeira história do tapete que presenciei quando eu ainda era muito jovem, já virou folclórica no mercado publicitário. Meu pai, Domingos Utimura, o primeiro técnico de efeitos especiais do Brasil, estava em casa quando ligaram de uma produtora desesperados, pois não conseguiam filmar um comercial para os Tapetes Tabacow. O filme era de um tapete que desenrolava sozinho numa sala, durante o desenrolar, ouvia-se uma locução que descrevia as qualidades deste produto, ao terminar a locução, a câmera revelava que o locutor é que estava enrolado no tapete durante todo o tempo. O grande problema é que ao desenrolar, o tapete deixava ondulações no chão pois o ator, com a ajuda de alguns fios de nylon tentava sem sucesso sair do mesmo. Nessa época nem se sonhava com a computação gráfica. Após muitas tentativas, eles desistiram e chamaram meu pai. Ele foi, viu o problema e disse:
"TEM UM JEITO DE FAZER."
"Como?" Perguntou o produtor e meu pai soltou a frase que marcou aquele episódio:
"FALAR EU NÃO FALO, EU FAÇO."
Após fechar o valor do cachet, dizem as más linguas que sempre era bem salgado, ele deu a solução:
"INCLINEM O CENÁRIO TODO E A CÂMERA TAMBÉM, PARA QUEM FOR VER O FILME, TUDO VAI ESTAR RETO, BASTA SIMPLESMENTE DEIXAR O TAPETE DESENROLAR PELA PRÓPRIA INCLINAÇÃO."
"Genial!" Exclamou o produtor, pode fazer.
"EU FAÇO EFEITOS ESPECIAIS, NÃO SOU CENOTÉCNICO." Foi embora e mandou a nota fiscal do job.
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